A importância da sociabilização

Todos que adquirem um filhote de cão, gato ou outro animal de estimação desejam ter um pet amigável, equilibrado, sociável, ou seja, uma companhia agradável e fácil de conviver. Grande parte desses atributos pode ser conquistada através de uma boa sociabilização.

O processo de sociabilização, especialmente em cães, é extremamente importante, pois é a partir desse momento que o cãozinho começará a desenvolver bons relacionamentos com tudo aquilo que conhecerá na vida adulta: pessoas, cães, gatos, outros animais, objetos diversos, sons. Cães que não são devidamente sociabilizados podem apresentar mais sinais de agressividade, medo ou dificuldade de lidar com situações ou objetos desconhecidos quando jovens ou adultos.

O grande segredo da sociabilização é começar o processo na idade correta: os primeiros três meses de vida são decisivos para o equilíbrio no comportamento do seu cãozinho. Até aproximadamente 50 dias de vida, o filhote deve ficar com a mãe e os irmãozinhos, pois com eles aprenderá a “etiqueta canina” – como brincar, quando parar de brincar, como morder sem machucar.

A fase mais importante da sociabilização é entre o 2º e 3º mês, pois, nesse curto período de tempo, o cãozinho estará mais aberto às novidades e deverá ser exposto de forma positiva e gradual a diversos estímulos, de modo que conheça uma grande quantidade de pessoas, animais, objetos e barulhos, sempre associados a situações boas e agradáveis (usando recompensas alimentares, como os petiscos favoritos do seu cão, ou carinho e atenção).

Cães que chegam em casa depois dos 3 meses de idade e começam a ser sociabilizados depois dessa fase podem ter mais dificuldades em lidar com situações desconhecidas, e os resultados do treino podem não ser tão satisfatórios quanto seriam na idade correta. Porém, a sociabilização sempre trará algum resultado benéfico à qualidade de vida do cãozinho.

Uma grande dúvida a respeito da sociabilização é que o cãozinho entre 2 e 3 meses ainda não está totalmente vacinado, e não deve ter contato físico com outros cães por risco de contágio de doenças. Porém, o pet pode ser sociabilizado sem necessariamente tocar em outros cães ou objetos, sendo levado numa bolsa para um passeio externo, ou ainda, em um passeio de carro, para observar outros cães em uma praça, por exemplo. Fazendo dessa forma, o dono estará protegendo o pet não só de doenças, mas também de futuros problemas comportamentais causados por falta de sociabilização.

Infelizmente, a sociabilização não é garantia de que o pet nunca apresentará problemas de comportamento. Genética, aprendizado, traumas e outras situações que, muitas vezes fogem ao controle do dono, podem influenciar o comportamento do cão. Portanto, se você deseja trazer um filhotinho para sua casa, lembre-se de que a sociabilização é fundamental para que o cãozinho cresça e se torne um adulto feliz e equilibrado, que se relacionará bem com a família e com os mais diversos estímulos.

Fonte: Cão Cidadão

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